Washington - Conservadores republicanos e a direita religiosa americana criticaram o secretário de Estado Colin Powell, por estimular os jovens a usar preservativos para que evitem contrair o vírus da Aids. Alguns chegaram inclusive a exigir sua renúncia.
Dois ex-candidatos republicanos à presidência e várias organizações de defesa da família atacaram o secretário de Estado e exigiram sua demissão ao presidente George W. Bush.
‘‘As declarações de Powell são imprudentes e irresponsáveis’’, afirmou o presidente do grupo ‘Family Research Council’, Ken Connor. ‘‘O presidente Bush deveria denunciar os comentários do secretário Powell e repreendê-lo publicamente por suas declarações irresponsáveis’’, afirmou em um comunicado.
O chefe da diplomacia americana declarou que é preciso ‘‘esquecer as idéias conservadoras’’ sobre as relações sexuais, durante um programa de televisão da rede internacional MTV, que teve a participação de jovens de sete países do mundo. Não mencionou a abstinência, recomendada pelos meios conservadores.
O ex-candidato republicano à presidência Alan Keyes disse que Powell defende a ‘‘roleta do preservativo’’. Outro ex-candidato republicano, Gary Bauer, declarou ao Washington Post que Powell ‘‘deveria seguir a linha do governo de Bush, ao qual serve’’.
A presidência apoiou Powell, com o porta-voz Ari Fleischer declarando que ‘‘a Casa Branca e o secretário de Estado têm o mesmo parecer’’. Autoridades do departamento de Estado afirmaram que Powell não se desviou do pensamento de Bush, pois limitou-se a aconselhar o uso de preservativos aos jovens, ‘caso’ tenham relações.
‘‘O sexo sem proteção põe em risco a própria vida dos jovens, e é preciso que vocês tomem precauções’’, havia declarado Powell.

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