Conservação da Avenida Brasil será feita por empresas que exploram rodovias no Rio
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terça-feira, 02 de fevereiro de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 02 (AE) - As quatro empresas concessionárias que exploram rodovias federais no Estado do Rio de Janeiro vão se unir para conservar a Avenida Brasil, a principal via de acesso a capital fluminense. O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, garantiu hoje que o investimento das empresas não implicará cobrança de pedágio para os motoristas que trafegam pela avenida. Com a medida, a prefeitura do Rio espera economizar os cerca de R$ 10 milhões que gasta anualmente na conservação do trecho.
O prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, e representantes das concessionárias Nova Dutra (Rodovia Presidente Dutra), Ponte S.A (Ponte Rio-Niterói), Concer (Rodovia Rio-Juiz de Fora) e CRT (Rodovia Rio-Teresópolis) reuniram-se com o ministro Eliseu Padilha para fechar o acordo, já que a avenida é uma estrada federal dentro de área urbana.
"A Avenida Brasil é um corredor importante para as quatro rodovias", explicou o ministro. "Esta avenida recebe todos os dias milhares de carros que pagam pedágio nas rodovias", ressaltou. Em 15 dias, uma comissão formada pelo Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), prefeitura do Rio e representantes das quatro concessionárias, irá apresentar as propostas para conservação da avenida Brasil. Só então serão definidos os investimentos necessários e a forma de compensar as concessionárias.
"Podemos autorizar a postergação de investimentos já previstos para as rodovias em benefício dos investimentos na Avenida Brasil", disse Padilha. O ministro garantiu que não será permitida a instalação de postos de pedágio ao longo da avenida. "É importante deixar claro que não se trata de uma nova concessão", afirmou o ministro.
Segundo o prefeito Luiz Paulo Conde, a conservação da avenida pode exigir a construção de viadutos e até de pistas laterais. "Com as concessionárias, vamos melhorar os investimentos na Avenida Brasil, sem cobrar pedágio", disse Conde.


