Consemma pedirá informações sobre vazão do Tibagi
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemma) vai encaminhar ofício nos próximos dias solicitando o histórico da vazão do Rio Tibagi nos últimos cinco anos ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pela concessão das licenças para a operação da Usina Hidrelétrica de Mauá, instalada entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba (Centro-Oriental).
O objetivo é avaliar, a partir destes dados, qual é o impacto que a instalação da hidrelétrica provocou no nível do rio na região metropolitana de Londrina. A preocupação dos conselheiros é com o baixo nível das águas, que coincidiu com o início dos testes da usina. O pedido também será estendido ao Conselho Estadual dos Recursos Hídricos. ''Vimos em algumas reportagens de TV que há áreas em situação crítica. Queremos nos informar para esclarecer se o que está ocorrendo é apenas um fenômeno natural'', disse o presidente do Consemma, Gilmar Domingues.
A reunião extraordinária ocorrida ontem no Parque Arthur Thomas também deliberou sobre outro pedido ao IAP: cópias da documentação do processo de licenciamento da segunda hidrelétrica da Copel no Tibagi, que será instalada em Telêmaco Borba. ''Temos certeza que até a própria Copel tem interesse em um processo mais transparente do que o que ocorreu no caso de Mauá'', afirmou o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal para a Proteção Ambiental do Rio Tibagi (Copati), Marcelo Canhada.
Enquanto os ambientalistas tentam entender o que está acontecendo com o rio, a Copel comemora o início da produção de energia de Mauá. Desde sexta feira, um dos três grandes geradores da unidade está operando comercialmente.
A águas do Tibagi já produzem energia suficiente para abastecer 320 mil pessoas. Quando estiver em plena capacidade, a energia gerada será suficiente para 1 milhão de consumidores. O Consórcio Cruzeiro do Sul, cujo sócio majoritário é a Copel, já negocia a eletricidade com 24 distribuidoras. Por enquanto são 117,3 megawatts que são transmitidos para as subestações de Figueira e Jaguariaíva.
A assessoria de comunicação do consórcio informou que os testes do segundo gerador já está em andamento. A operação deve começar em dezembro. A previsão é que em fevereiro a hidrelétrica já estará totalmente em funcionamento. A inauguração está marcada para o dia 12 de dezembro. A presidente Dilma Rousseff ainda não confirmou presença.
O consórcio também informou que Mauá estava ontem com 70% do nível de armazenamento. Em nota, a assessoria descartou que o funcionamento da usina tenha provocado queda na vazão do rio. ''A vazão afluente (volume de água que chega ao reservatório), hoje, está em 139 m/s. E a vazão defluente (vazão liberada abaixo da barragem, considerando o volume de água que passa pelas turbinas para gerar energia somado ao que está sendo liberado pelo vertedouro) é de 126 m/s. Ou seja, estamos retendo muito pouca água no reservatório. O volume de água que chega é muito próximo do que o que sai.''


