Conselhos Tutelares são impedidos de entrar no Complexo Tatuapé da Febem
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terça-feira, 14 de setembro de 1999
Por Gabriela Carelli 
São Paulo, 15 (AE) - Os Conselhos Tutelares, criados para fiscalizar programas e obras sociais do governo e fazer cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), denunciam as más condições de trabalho, que inclui vistorias na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), palco de rebeliões e fugas em massa esta semana. Hoje mesmo eles foram impedidos de entrar no Complexo Tatuapé da Febem e precisaram registrar boletim de ocorrência por preservação de direitos para efetuar uma vistoria.
Mas a dificuldade para o cumprimento do dever não se restringe apenas às questões burocráticas e esbarra em falta de estrutura de apoio, baixos salários e desmotivação. Por falta de opção, a lavanderia da Regional de Vila Prudente transformou-se em escritório para dois conselheiros. Antes, ocupavam um ambulatório. Na Freguesia do à, o conselho fica em uma favela. "Falta de tudo um pouco", diz Maria Fátima Santos Girardo, conselheira da Vila Prudente, que reclama de ter só um telefone e um fax, quebrado, além do poço vedado, herança da antiga função da sala.
Os salários são considerados baixos - R$ 412,00 - e são apontados como causa da desistência da ocupação dos cargos. A Prefeitura, responsável pelos conselhos, alega que já foi dado aumento de 100%. Quanto à estrutura, disse o secretário de Comunicação Social, Antenor Braido, é um problema enfrentado no País todo. Denúncias - A vistoria de hoje na Febem Tatuapé foi motivada por denúncias de agressão contra menores. Proibidos de entrar, os cerca de 60 conselheiros só conseguiram cruzar os portões após quatro horas de espera e um boletim de ocorrência. Até as 19 horas, a vistoria não havia terminado.


