Conselhos esclarecem falta de atendimento a adolescente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de dezembro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A presidente do Conselho Tutelar Centro, em Londrina, Ana Cristina Martins dos Santos, rebateu ontem a crítica de que o órgão teria negado atendimento a um adolescente de 12 anos flagrado numa tentativa de furto na terça-feira. O jovem não poderia ficar apreendido porque a vítima não registrou a queixa.
A conselheira explicou que o caso chegou à unidade por volta das 14 horas. Após confirmada que a família do menino residia em Ibiporã, a informação teria sido repassada às autoridades e ao Conselho daquela cidade. Como até o final do dia a situação não tinha sido resolvida e o telefone de plantão de Ibiporã não atendia, a conselheira de Londrina, Edna Hermeto dos Santos, teria ido à cidade vizinha e contatado um conselheiro.
Edna explicou que o telefone do Conselho acionado pela FOLHA, e que estava desligado por volta das 19 horas, não era o que permanece ligado à noite. Só ontem, destacou, ela teria atendido 18 ligações e feito oito saídas entre as 8 e 18 horas. Ana garantiu que em nenhum momento os conselheiros se recusaram a atender a chamada e que há um acordo informal entre os conselhos para que crianças e adolescentes em risco da região metropolitana sejam atendidas por sua cidade de origem.
A presidente do Conselho de Ibiporã, Rosemary Henrique Santos, não soube explicar por que o telefone de plantão não estava disponível. Ela afirmou, porém, que a solicitação teria sido recebida por volta das 17 horas e que a mãe do adolescente teria afirmado que o Conselho de Londrina iria levar o menino para casa. O menino só foi entregue à família por volta das 20 horas.


