Conselhos cobram transparência de oscips
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
Londrina - Em audiência pública realizada ontem com as oscips que terceirizam o serviço de saúde do município, mais uma vez restaram perguntas e dúvidas, além do ''jogo de empurra''. Representantes do Conselho Municipal de Saúde e entidades ligadas à saúde cobraram a responsabilidade dos serviços prestados, principalmente com relação à falta de médicos nss unidades básicas de saúde (UBS) e de suposta demissão em massa de funcionários do Programa Saúde da Família (PSF). Atualmente, quatro oscips terceirizam o serviço de saúde no município: Instituto Gálatas, Classmed, HUtec e Instituto Atlântico.
Segundo os representantes de conselhos, não há transparência dos contratos estabelecidos. Portanto, não se sabe o que cabe a cada uma. Um dos questionamentos foi, inclusive, sobre a quantidade de médicos, sobretudo pediatras, que a Classmed teria de disponibilizar nos postos. De acordo com o diretor-administrativo da oscip, Omar Salmen, a organização foi contratada para plantões específicos da epidemia de dengue. ''Nossos profissionais estão fazendo além do que foram designados, de boa vontade. As escalas são feitas de acordo com a solicitação da Secretaria Municipal de Saúde'', defendeu.
Este, conforme ele, seria o motivo pela ausência de profissionais em determinados postos, já que a própria secretaria teria pedido prioridade no Pronto-Atendimento Municipal (PAM), Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e UBS do Jardim Leonor.
O argumento, contudo, foi rebatido pelo diretor-executivo da Secretaria Municipal da Sa© úde, Márcio Nishida. ''Os plantões desses lugares não vão utilizar todos os atendimentos que eles devem prestar. Os demais postos devem receber esse restante.''
Nishida solicitou um ''plano de ação'' a ser entregue até sexta-feira. ''Caso eles não consigam os pediatras, o próximo passo é multa e, depois, rescisão.'' O mesmo pode acontecer com o Gálatas, que deve regularizar a situação da falta de médicos do PSF. Existem 75 equipes designadas, mas apenas 30 médicos, quando deveriam ser 40. ''Essa é nossa única defasagem. Os agentes comunitários dispensados foram substituídos'', garantiu.


