O presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, propôs ontem a proibição total da propaganda de medicamentos nos meios de comunicação, e não apenas a simples restrição como pretende a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) por meio de resolução que está na Diretoria Colegiada do órgão, devendo ser aprovada até o final deste mês. A resolução da ANVS incluirá os remédios que devem ser vendidos com prescrição médica e os de comercialização livre como analgésicos e antitérmicos. A resolução evitará o uso de expressões como ‘‘recomendado por especialistas’’, ‘‘sem contra-indicação’’ ou ‘‘produto natural’’, hoje usados em propaganda de remédios. A idéia do governo, com a restrição, é evitar a propaganda enganosa e impedir abusos nos anúncios veiculados nos meios de comunicação. O ouvidor da ANVS, Franklin Rubinstein, diz que legislação não permite ao governo proibir a propaganda de medicamentos em sua totalidade. Mesmo assim, ele acredita que a restrição é um ‘‘grande avanço’’ porque estabelecerá critérios para uma propaganda mais ética.

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