O plano de Segurança para Londrina, apresentado oficialmente anteontem pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, em reunião com membros das polícias civil e militar, judiciário e Conselho Comunitário de Segurança, foi avaliado positivamente. Para o presidente do conselho, Alvino Aparecido Filho, o sistema prisional mais alinhado à pasta da Secretaria de Justiça , especificamente a construção de uma unidade prisional de regime semi-aberto deve ser o novo foco de reivindicações da entidade.
Filho destaca a implantação do projeto de Policiamento Ostensivo Volante (POVO) e a contratação de novos policiais civis e militares como as principais medidas anunciadas pelo secretário. O aumento do efetivo, que na PM é o mesmo da década de 80, era uma das principais reivindicações do plano confeccionado pela Comissão Permanente de Segurança Pública. ''No dia 8, segundo o secretário, teremos a designação de delegados e escrivães para Londrina. Ou seja, temos uma data objetiva''.
O presidente ressalta como ausência a discussão sobre o sistema prisional da cidade. ''Ficou de fora essa questão que é sensível. Pretendemos trabalhar esse problema agora junto à Secretaria de Justiça'', disse. O conselho deve fazer pressão junto ao governo para construção de uma unidade prisional para regime semi-aberto, como a Colônia Penal Agrícola na capital (CPA).
''A ressocialização dos presos de Londrina feita na capital é muito prejudicada pela perda do vínculo familiar do detento'', explicou, lembrando também do alto número de fugas dos detentos londrinenses daquela unidade. Segundo ele, o conselho iniciou um levantamento técnico dos recursos humanos e alocação necessários para implantação da unidade que será apresentado ao secretário de Justiça, Aldo Parzianelo.
''A implantação de uma CPA ou Industrial facilitaria a reinserção dos presos além de desafogar com mais rapidez o sistema prisional convencional, de regime fechado'', argumentou.

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