Curitiba - O Conselho Estadual de Educação (CEE) deve publicar entre hoje e amanhã um parecer relativo à oferta da sexta aula nas 2,1 mil escolas da rede estadual do Paraná. O órgão, formado por 19 membros, foi chamado por representantes da APP-Sindicato e da Secretaria da Educação (Seed) para resolver o imbróglio relativo ao calendário escolar de 2015. Antes contrária à medida, por entender que seria necessário cumprir o mínimo de 200 dias letivos, a Seed informou ontem, via assessoria de imprensa, que aguarda a manifestação do CEE para definir suas diretrizes.
Devido às duas últimas greves de professores, a de fevereiro e a encerrada em 9 de junho, houve apenas 30 dias letivos neste ano, que correspondem a 125 horas com estudantes. Como a legislação estipula um total de 800 horas anuais, faltariam 675 para se cumprir. Os docentes defendem que o conteúdo seja ministrado em 150 dias de 4 horas e 50 minutos. Assim, no período da manhã os estudantes ficariam em sala das 7h15 às 12 horas; à tarde das 13 horas às 17h45 e, à noite, das 18h30 às 23 horas (com intervalos de 10 a 15 minutos). As 54 horas faltantes seriam compensadas em 12 sábados.
Também ontem, a Seed confirmou que "praticamente todas" as instituições de ensino entregaram suas propostas de calendário dentro do prazo. Conforme a pasta, os Núcleos Regionais da Educação (NREs) têm autonomia para homologar as datas de reposição, com apenas alguns ajustes sendo necessários. A realização de aulas aos sábados depende da oferta de transporte escolar, de responsabilidade dos municípios.

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