Conselho debate saúde da população indígena
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terça-feira, 03 de abril de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
O Conselho Distrital de Sa© úde Indígena Litoral Sul, entidade que representa cerca de 3.500 índios que vivem nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, está reunido desde ontem, no Hotel Ouro Verde, em Curitiba, para analisar e ajustar pontos considerados prioritários nas questões de saúde dessas comunidades.
Composto por cerca de 40 pessoas, entre líderes indígenas e profissionais de saúde, o conselho debate temas como organização do Distrito Especial Indígena, reflexão sobre organização de serviços de saúde nas áreas indígenas, contratação de recursos humanos em Santa Catarina e Paraná, convênio com a Associação dos Rondonistas, conselhos locais e auto-sustentação.
Mas segundo o coordenador da Fundação Nacional de Sa© úde (FNS) no Paraná Hélio Sanselice, a implantação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é uma das prioridades. Sanselice informa que as doenças mais corriqueiras entre os índios são as verminoses, as parasitoses, as doenças respiratórias, o alcoolismo, a desnutrição e a cárie.
O coordenador explica ainda que, no Paraná, onde a população indígena é de 10,5 mil pessoas distribuídas em 48 aldeias e 17 reservas, o governo federal repassa R$ 45 mil por mês a hospitais do Estado. Esses recursos, conforme disse, seriam para suprir possíveis deficiências do atendimento pelo SUS e, nos próximos meses, parte deles seriam repassados às prefeituras, para a contratação de mais equipes de saúde destinadas ao atendimento da população indígena.
Os temas discutidos no evento em Curitiba serão levados para a 3ª Conferência Nacional Indígena, de 14 a 18 de maio, em Luziânia (GO).


