O Conselho Comunitário de Meio Ambiente de Ibaiti (Norte pioneiro) está cobrando uma ''auditoria rigorosa'' no escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Jacarezinho para apurar ''se existe ou não conivência da chefia ou funcionários com empresas que estão contribundo para destruir o meio ambiente''.
O pedido, encaminhado via ofício ao secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), foi embasado em matéria publicada pela Folha, no último dia 25, mostrando que a usina Dail (Destilaria de Álcool de Ibaiti Ltda) apresenta vazamento de resíduos poluentes no Rio Laranjinha.
Na ocasião, o chefe do IAP em Jacarezinho, Venilton Pacheco Muccilo, se declarou indeciso sobre a autuação.''A amostra deu alguma coisa fora do padrão, mas nada de excepcional'', disse. No dia seguinte, diante da repercussão das declarações, Muccilo multou a empresa em R$ 5 mil.
No ofício encaminhado à Sema, o Conselho do Meio Ambiente de Ibaiti cita denúncias de crimes ambientais que não teriam sido esclarecidas, entre elas extração irregular de argila no Rio Paranapanema, poluição por abatedouro e despejo de esgoto pela Sanepar.
''Nosso objetivo é restabelecer a confiança no IAP. Queremos que o secretário faça uma intervenção no escritório de Jacarezinho'', afirmou o engenheiro e membro do Conselho, Rui Martins Lisboa. ''Essa multa de R$ 5 mil na usina é irrisória. A empresa vai preferir pagar a multa porque é mais barato poluir que consertar o vazamento'', afirmou.
O chefe do IAP em Jacarezinho, Venilton Muccilo, respondeu: ''Se não autua, tem problema. Se autua, também reclamam''
Questionado sobre a multa aplicada na usina, Muccilo disse que ''pode ser alterada se houver contestação''.''Não vou polemizar pela imprensa. Considero o Conselho um parceiro do IAP e não vou ficar duelando.''
O secretário estadual do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, não foi localizado. O advogado da usina Dail, Paulo César Bueno, não retornou as ligações da Folha.

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