Rio, 30 (AE) - O Conselho Regional de Economia (Corecon) instaurou hoje processo para julgar a conduta ética do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, nas operações de socorro aos bancos Marka e FonteCindam. Caso fique comprovado que Lopes violou alguma das treze proibições previstas no Código de Ética da categoria, ele pode sofrer sanções que vão desde a advertência até a cassação de seu registro profissional.
Também foram instaurados processos semelhantes para avaliar os casos dos economistas responsáveis pelo banco Marka, Francisco de Assis Moura de Mello, e FonteCindam, Joaquim Cândido de Gouveia. Os procedimentos investigatórios foram abertos mediante pedido do vereador Eliomar Coelho (PT), que se baseou no capítulo 3 do Código de Ética dos Economistas, Das Infrações e Sanções Disciplinares.
Nesse capítulo, estão previstas proibições aos profissionais da categoria, entre elas, "colaborar com os que atentem contra a ética, a moral, a honestidade, e a dignidade da pessoa humana"; "concorrer para a realização de ato contrário à lei"; "locupletar-se, ilicitamente, em decorrência de exercício ou cargo de função pública".
Os três economistas investigados serão chamados a prestar esclarecimentos, mas têm o direito de enviar representantes. "Para determinarmos se eles infringiram alguma das normas de conduta ética poderemos pedir ajuda do Ministério Público, da Polícia Federal ou mesmo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o assunto", disse o presidente do Corecon, Eduardo Callado. O processo deverá levar pelo menos 90 dias.
Celso Pitta - Callado informou também que foi enviada hoje uma notificação ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta, que está inadimplente com o Corecon há cinco anos. Pitta deve ao conselho R$ 856 e, por isso, está impedido de exercer a profissão de economista enquanto não regularizar sua situação. "Se ele não pagar, pode ser executado judicialmente."

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