Curitiba - O Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se reuniu e debateu ontem, em Curitiba, a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas (HC) do Paraná e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo a assessoria da UFPR, após o encontro que durou mais de quatro horas, o reitor da instituição, Zaki Akel Sobrinho, solicitou aos contrários à proposta que assumissem o compromisso de permitir aos 63 conselheiros acesso à reunião para a votação final da matéria, na próxima quinta-feira.
No início de junho, uma reunião foi cancelada duas vezes no mesmo dia porque manifestantes impediram a entrada dos conselheiros nos locais de votação. Entretanto, representantes da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest) não se comprometeram em atender o pedido do reitor.
A reitoria e a direção do HC defendem que a gestão compartilhada com a Ebserh é necessária para que os atendimentos continuem sendo realizados. Nos últimos anos diversos leitos de UTI tiveram que ser fechados por falta de funcionários. "Não dá mais para adiarmos a decisão. Isto significaria o fim das condições de funcionamento dos dois hospitais. Não temos alternativa. Precisamos pensar na população e nos servidores, que não aguentam mais esta situação. A decisão do Coun vai afetar a vida de milhões de paranaenses", declarou Zaki. Já as entidades de classe acreditam que a adesão à Ebserh não vai resolver o problema das instituições de saúde. Elas levaram ao encontro de ontem uma proposta para que a reitoria realize um plebiscito estadual para definir a adesão ou não à estatal.

RECURSOS
O Ministério da Saúde (MS) anunciou ontem o repasse de R$ 55,4 milhões em investimentos para hospitais universitários federais. No Paraná, o HC vai receber R$ 1,1 milhão como parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf). Os serviços incluem a modernização de elevadores, adequação de estruturas físicas já existentes e a aquisição de móveis e equipamentos médico-hospitalares.

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