Conselheiro vai à Justiça e promotora critica Prefeitura
Irritado com o discurso feito pela secretária municipal de Educação, Carmen Sposti, há um mês, no qual ela apontava que Londrina teria um superávit de mais de 800 vagas em centros de educação infantil, o conselheiro tutelar da Zona Norte, Luciano Lopes, decidiu exigir na Justiça que o município priorize a destinação de recursos para a educação infantil.
Na próxima semana, Lopes ingressa com ação civil pública na Vara da Infância e Juventude, exigindo que o município direcione os gastos para educação de crianças e adolescentes. O conselheiro alega que vai questionar os gastos da prefeitura com publicidade e cargos comissionados.
Lopes prometeu encaminhar cópias da ação para a Fundo da ONU para o Desenvolvimento da Infância (Unicef), para o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescência (Conanda) e para a Fundação Abrinq, ONG que atua em defesa da infância e juventude.
Na reunião de ontem, o conselheiro apresentou dados que indicam que apenas na Zona Norte 1.376 crianças estariam fora das creches por falta de vagas. No Conselho das zonas Centro, Leste e Oeste, o déficit em apenas 22 das 31 creches chegaria a 1754 618 apenas em uma creche da área central. Esses dados, no entanto, podem estar em duplicidade porque muitas mães procuram vaga em mais de uma creche.
Em Londrina, já tramita desde 2000 na Justiça uma ação cobrando a ampliação de vagas em centros de educação infantil. A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, disse que a medida fez com que a Prefeitura agisse, mesmo que lentamente. A solução, para ela, depende de outra coisa: O Município deveria gastar menos em outras coisas e passar a priorizar efetivamente a criança e o adolescente. (L.A.)





