Conscientização para vencer as reemergentes
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Eduardo Anizelli 
Educação e conscientização podem ser algumas das armas para vencer as doenças reemergentes. No caso de tuberculose, por exemplo, o grande desafio é o diagnóstico precoce e fazer com que a pessoa doente use o medicamento de forma correta e pelo tempo necessário.
Com sintomas como tosse, febre, emagrecimento e dor no corpo, a tuberculose é muitas vezes confundida com gripe ou pneumonia. E enquanto não se faz o diagnóstico e se inicia o tratamento, a pessoa está transmitindo a doença, alerta a infectologista pediatra Simone Garani Narciso, diretora da Diretoria de Epidemiologia e Informações em Saúde (DEPIS) da secretaria municipal de Saúde.
Além disso, se a pessoa não usa o medicamento pelo tempo correto, há uma seleção de microorganismos resistentes às drogas. Se a pessoa faz isso duas, três vezes, não há mais droga que combata a doença, não há mais o que fazer. Nos países onde houve um grande avanço no controle da tuberculose, houve um controle do tratamento, avalia o sanitarista e epidemiologista Darli Antônio Soares, da UEL. Ele lembra que dois fatores contribuíram para o aumento da incidência da doença - o advento da Aids, que deixa a pessoa mais suscetível, e os focos de tuberculose em populações especiais, como a carcerária.
No caso da febre amarela, transmitida também pelo mosquito aedes Aegypti, transmissor da dengue, há o risco do retorno da forma urbana da doença. Potencialmente existe o risco de voltar a ocorrer a febre amarela urbana. Por isso que se reintroduziu a vacina contra febre amarela, hoje utilizada rotineiramente nos esquemas do programa nacional de imunização, ressalta o infectologista José Luís da Silveira Baldy, professor da UEL. São necessárias medidas diárias para combater o mosquito, e isso também depende de uma mudança de comportamento das pessoas, avalia Simone. (C.P.)


