Conjunto de vitrais ressalta
estilo moderno do monumento
Marcos NegriniOs vitrais coloridos convidam os frequentadores à meditaçãoMarcos NegriniO cone central, com desenhos de Zanzal Matar, sugerem o infinitoMarcos NegriniAs estações da via-crucis estão reproduzidas nos pilaresO que mais chama a atenção de quem chega pela primeira vez em frente à catedral é a altura. São 114 metros de cone e mais 10 metros da cruz. As surpresas, no entando, estão no interior do momumento. Os 16 vitrais fogem de tudo que é tradicional neste tipo de arte religiosa.
Dom Jaime conta que a ‘‘coroa’’ em torno de cone maior, onde estão os vitrais, é a coroa de Nossa Senhora da Glória. Os vitrais foram inspirados em obras semelhantes que ele conheceu na Alemanha durante o Concílio Vaticano 2º, entre 1962 e 1965. ‘‘Gostei da originalidade dos vitrais de concreto’’, diz.
Dom Jaime então sugeriu ao artista Lorenz Helmair, da Arte Sul, de São Paulo, que fizesse os vitrais de linhas desuniformes. ‘‘Não queria aquelas linhas retas e traçados quadrados, nem figuras de santos ou de pessoas, como os vitrais convencionais’’, explica.
Apenas o vitral da entrada principal tem a figura da Assunção de Maria. ‘‘Queria uma esplêndida movimentação de cores e formas, um convite à meditação da grandeza de Deus, a criação e a descoberta da fraqueza humana, o pecado’’, conta dom Jaime.
Na época, o artista Lorenz Helmair não conseguia fazer o vidro vermelho, que só aprendeu depois de visitar uma fábrica na Alemanha, como turista.
Os quatro vitrais maiores têm 20 metros de altura cada, que simbolizam os pontos cardeais e os quatro evangelistas. Os 12 menores, de 12 metros de altura, lembram os 12 apóstolos.
‘‘No bojo de cada vitral, exceto na porta principal, há sempre um vulto, um homem, que mergulha no seio de Deus e vive da sua vida, buscando corresponder ao amor de deus, embora as lutas do dia-a-dia’’, revela dom Jaime.
Os vitrais formam ainda uma sequência, começando pelo maior, na face sul, simbolizando a criação de Deus. Continuando pela direita, as cores lembram o pecado do homem e sua rebeldia contra Deus.
O verde do vitral do batistério desperta a esperança da redenção. Nos vitrais seguintes, até a entrada da catedral, os desenhos sugerem os cristãos, redimidos pelo batismo, em lutas e quedas, chegar à vitória.
Depois da entrada os vitrais vão até o Sacrário, onde o vermelho da capela do Santíssimo, ‘‘jorra a luz do amor de Cristo’’. No interior da sacristia os vitrais lembram o céu. ‘‘A cor azul significa a recompensa eterna de Deus’’, explica Dom Jaime. (M.Z.)

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