Brasília, 07 (AE) - O líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), qualificou há pouco de "razoável" o conjunto de medidas adotadas hoje pelo governo federal em busca de receitas para compensar a perda de arrecadação resultante da decisão da Justiça de impedir a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos e o aumento da contribuição dos funcionários da ativa. Neves disse que o PSDB, em vez de promover cortes no Orçamento, optaria por outros caminhos, como, por exemplo, um aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e uma taxação sobre os lucros remetidos ao Exterior. "Eu preferiria que a questão dos cortes ficasse para uma outra ocasião", disse, lembrando que, a qualquer momento, o governo pode promover um eventual corte de despesas simplesmente não executando parte do Orçamento. Neves lembrou, contudo, que, de acordo com explicações fornecidas pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, e pelos técnicos da área econômica do governo, a taxação sobre a remessa de lucros seria uma bitributação e, por isso, não foi adotada. O líder do PSDB concluiu com a observação de que "a responsabilidade final pelo cumprimento das metas é da área econômica, e dela será cobrada a responsabilidade".

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