Marcos Zanatta
De Maringá
Moradores do Conjunto Batel, na zona sul de Maringá, sentem falta de uma associação do bairro para reivindicar melhorias. ‘‘A prioridade é um posto de saúde, mas precisamos de muita coisa’’, diz a líder de Promoção Humana da igreja do bairro, Irene Vendrametto. Ela explica que há alguns anos a Federação das Associações de Bairros de Maringá (Feabam) ‘‘criou a associação’’ do Batel. ‘‘A entidade era atrelada a todo mundo e existia apenas para falar amém’’.
Segundo ela, o pessoal que tem interesse pelo bairro tentou se unir à diretoria, mas não tinha acordo em torno da cobrança de prioridades. ‘‘Nós convocávamos reunião e levávamos 50 moradores ou mais, enquanto que da diretoria apareciam apenas dois ou três’’, recorda. Hoje, boa parte dos diretores até já mudou de bairro e deixou a associação sem ninguém.
‘‘Nós tentamos retomar os trabalhos, mas ainda estamos estudando como fazer’’, justifica Irene. Uma equipe de moradores quer retomar a associação, porém existem impedimentos legais. ‘‘Seremos obrigados a esperar o fim da gestão atual, em fevereiro de 2001’’, lamenta Irene. ‘‘Mas acho que assim será melhor porque começaremos do princípio’’, conforma-se.
Os moradores que cobram ação da entidade fazem parte do trabalho social da Igreja Católica. ‘‘Nós conhecemos cada morador e sabemos de suas necessidades’’, diz Irene. ‘‘Todo apoio que temos parte exclusivamente do grupo, sem ajuda de órgãos públicos.
Os moradores reconhecem que a maior carência do bairro é mesmo um posto de saúde. A dona de casa Cleide Alves Ferreira, dois filhos menores, diz que o posto mais fácil de chegar de ônibus é o NIS 3 no Jardim Alvorada. ‘‘Só que lá eles só atendem emergência’’, frisa.
Os moradores do Batel são orientados a procurar o posto do Jardim Pinheiros, que atende muitos bairros e é de difícil acesso. Cleide também reclama da falta de creche próximo ao bairro.
Mesmo sem uma entidade, os problemas do bairro foram debatidos pela administração através do Orçamento Popular. ‘‘Dividimos a cidade em núcleos para ouvir os moradores e vamos viabilizar obras’’, afirma Carlos Alberto de Souza, coordenador do projeto de orçamento popular. A intenção da prefeitura é melhorar a estrutura de atendimento, construindo postos de saúde e creches em bairros que centralizam uma região. Com isso, os postos e creches ampliam a capacidade de atendimento.

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