Londrina - Para o professor do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Wladimir Cesar Fuscaldo, que trabalhou na Autarquia de Meio Ambiente (AMA) entre os anos de 1995 e 1997, quando foram realizados os primeiros trabalhos para a implantação da coleta seletiva no município, o sistema ainda esbarra em períodos de retrocesso porque, apesar do conhecimento técnico acumulado ao longo de todos estes anos, não há vontade política de dar continuidade a iniciativas de gestões anteriores. ''O modelo implantado aqui, com o envolvimento da população que trabalhava catando papel nas ruas, é muito interessante. Mas percebemos que esta possibilidade de inserção social, que é tão interessante, está se perdendo'', opina o geógrafo.
Ele acredita que, além de aperfeiçoar as experiências já existentes, é preciso deixar de enxergar a coleta seletiva simplesmente como um empreendimento lucrativo, a exemplo do que acontece quando o serviço é privatizado. Fuscaldo acha que uma forma de aperfeiçoar o sistema seria o incentivo à compostagem domiciliar.
''A compostagem é algo muito simples de fazer e uma forma de reduzir sensivelmente o volume de lixo que vai para a Central de Tratamento de Resíduos'', argumenta o professor, que há pelo menos 10 anos transforma, no próprio quintal, todo o resíduo orgânico produzido pela família em adubo. ''Este sistema anaeróbio (sem presença de ar) é muito simples e não produz cheiro. Estima-se que de 60% a 65% de todo o lixo produzido é orgânico. Se a maioria da população aderisse à compostagem, reduziríamos bastante nossos problemas relacionados ao assunto.'' (S.L.)

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