Londrina - A conselheira tutelar Jaqueline Hipolito, que participou do minicurso conduzido na UEL, considera que a diversidade sexual deveria ser mais discutida, ''visto que ainda há muito preconceito''. ''No meu cotidiano de trabalho, por exemplo, não é constante aparecer um adolescente que está em descoberta da sexualidade, mas existem alguns casos. Por isso, acho fundamental me informar para entender melhor esse adolescente e saber fazer uma ponte com a família.''
A professora de História Isabel da Silva observa, por sua vez, que os adolescentes têm dificuldade para buscar a identidade sexual e que os educadores estão ''perdidos'' nesta questão. ''Os jovens não têm clareza do que querem, mas diferentemente da juventude dos anos de 1960/1970, não se reprimem e vão em busca da descoberta. Por isso, precisamos buscar conhecimento e termos um alicerce em casa e na escola para que não haja exclusão'', afirma. ''O jovem não tem que passar por humilhação e ficar à margem por não ser hetero.''
Jurandir Ferreira de Paiva Júnior, estudante de Psicologia, defende que diversidade sexual é um assunto que deve ser mais debatido principalmente nas escolas. ''Precisamos estar esclarecidos, pois há muitas pessoas homossexuais que até desistem dos estudos por causa do preconceito'', observa ele, que fará o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre gênero e diversidade social na escola.(A.V.)

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