O que é
- Doença neurológica degenerativa crônica, que lesa a mielina (membrana que recobre o axônio, parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos para o cérebro), prejudicando a neurotransmissão, condução das mensagens que controlam os movimentos conscientes e inconscientes do organismo
- É caracterizada por surtos, episódios neurológicos agudos, com duração mínima de 24 horas
- Descobertas indicam que os axônios sofrem dano irreversível em consequência do processo inflamatório, o que contribui para uma deficiência neurológica e, a longo prazo, para invalidez
- A gravidade e a progressão da doença são diferentes de um paciente para
outro

Sintomas:
- Fadiga, disfunções intestinais e da bexiga, problemas de visão, tremores, espasmos, alterações da fala, dificuldades para engolir, disfunções sexuais, dificuldade em executar as atividades básicas do cotidiano (como comer, tomar banho, vestir e cuidar dos afazeres domésticos), dificuldades de aprendizado e concentração, problemas de locomoção, dores e depressão

Causa
- Ainda desconhecida. Acredita-se que fatores genéticos, imunológicos e ambientais possam favorecer o aparecimento de doenças

Incidência
- Afeta mais mulheres, na proporção de três para cada homem
- Na maior parte dos casos, aparece antes dos 30 anos de idade
- Afeta aproximadamente 2 milhões e meio de pessoas no mundo todo. No Brasil, há notícia de cerca de 35 mil portadores

Como tratar- O tratamento precoce, na fase inicial da doença, é fundamental para evitar agravamento dos sintomas
- Os imunomoduladores são utilizados na fase inflamatória
- Quando o processo inflamatório diminui e começa o degenerativo, depois de 10 a 15 anos de doença, o tratamento combina imunossupressores e anticorpos monoclonais

Fonte: Damacio Ramón Kaimen Maciel, neurologista/ Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem)

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