Buenos Aires, 24 (AE) - O Congresso argentino iniciou hoje (24) para discutir a reforma trabalhista e ignorou as manifestações de protesto realizadas pelos sindicatos, que são contra as alterações na lei. Ontem, o líder do poderoso sindicato dos caminhoneiros, Hugo Moyano, conhecido por sua combatividade, havia dito que as negociações entre a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e o governo, para tornar as reformas viáveis, estavam suspensas.
As manifestações foram, de qualquer modo, um revés para o governo, que havia conseguido chegar a um acordo com o atual secretário-geral da CGT, Rodolfo Daer, e esperava que o Congresso aprovasse o pacote de leis ainda ontem. Um dos pontos cruciais para conseguir o acordo foi garantir à CGT que seriam preservados os encargos sociais destinados aos fundos especiais dos sindicatos.
A CGT também conseguiu a manutenção de parte dos convênios coletivos de trabalho, mas de forma temporária. A ala rebelde comandada por Moyano considera que Daer e a cúpula da CGT são traidores. Essa ala argumenta que a reforma aumenta a instabilidade e o desemprego.
Na terça-feira à noite acreditava-se que o nome de Moyano estava fora do comando da central sindical, e circulavam rumores sobre quem ocuparia o lugar. Mas o corpulento caminhoneiro não se intimidou, e entrou no histórico edifício da CGT cantando a marcha peronista. Moyano foi aclamado como novo secretário-geral da CGT há um mês e será empossado no dia 16 de março.

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