Natal, 13 (AE) - O sindicalista Paulo Pereira da Silva - o Paulinho - presidente nacional da Força Sindical criticou os parlamentares federais pelo atraso na votação da reforma tributária e fiscal, hoje (13) pela manhã em Natal. Ele participou, no final de semana, da entrega de diplomas a 1.900 trabalhadores que fizeram cursos de informática custeados pela entidade.
"O Congresso é o principal responsável pela demora da reforma tributária e se ele tivesse coragem e empenho essa aprovação já teria ocorrido", destacou Paulinho. O presidente da Força Sindical defendeu a desoneração da produção e que os encargos sociais, pagos pelas empresas privadas, sejam retirados.
Quanto ao papel do governo federal, o sindicalista criticou a existência de cerca de 60 impostos no país. "A reforma tem de diminuir impostos e o governo quer aumentar a quantidade de tributos, o que também é defendido por estados e municípios", atacou.
"Toda a população deveria contribuir para a Previdência e com isso os encargos seriam retirados da folha de pagamento das empresas", opinou. Paulinho acha que será difícil se gerar mais empregos com as empresas gastando 20% da folha de pagamento com a Previdência.
Ele lembrou que a entidade que dirige propôs várias modificações na legislação trabalhista, para ele ainda antiquada. "Propusemos o banco de horas e o contrato temporário de trabalho como alternativas viáveis de manutenção e criação do emprego", frisou ao completar que é necessário mais modificações.

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