Congresso debate rumos do Poder Judiciário
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segunda-feira, 01 de setembro de 2008
Rafael Urban<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O Poder Judiciário é assunto geralmente debatido nos bastidores ou cúpulas de poder. No Congresso Internacional de Política Judiciária e de Administração de Justiça - evento gratuito que se encerra hoje, em Curitiba -, profissionais de diferentes áreas trazem o debate para o primeiro plano. Hoje, às 14h30, o painel ''Poder Judiciário e Tecnologia'' apresenta recursos já utilizados no País. Em São Paulo, de setembro de 2004 a junho deste ano, 3.300 acusados deram depoimentos para juízes sem precisar sair das prisões. Para isso, foi utilizado um sistema de teleconferência, hoje instalado em 16 pontos na cidade ao custo de R$ 20 mil por unidade.
''Antes se achava impensável isso, pois o juiz não poderia olhar no olho do acusado por causa da baixa qualidade de imagem. Porém, a tecnologia alcançou um nível muito alto'', comenta o juiz Carlos Monnerat. Ele foi um dos primeiros a experimentar o recurso, que envolve telefonia criptografada e transmissão de dados por uma rede exclusiva, na prática. O juiz aponta as vantagens: reduz custos com escolta, minimiza riscos de segurança e aumenta a garantia de que o acusado vai ser apresentado no horário previsto. Os depoimentos são gravados e anexados, em dvd, ao processo.
Desde março de 2007, uma série de processos em juizados federais em âmbito cível são resolvidos de modo eletrônico. São questões que não atingem 60 salários mínimos. ''Um processo que, no papel, poderia chegar a um ano, por via eletrônica, não leva um quarto disso'', afirma o juiz Paulo de Araújo Filho, que vai abordar a integração dos tribunais em âmbito Federal.
O congresso acontece no auditório da Justiça Federal do Paraná, na rua Anita Garibaldi, 888, Ahú, Curitiba.


