A banalização da bioplastia e seus efeitos colaterais é um dos temas que serão tratados nos próximos dias 16, 17 e 18 durante o 8º Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que acontece em São Paulo.
Uma das especialistas que participam do evento é a cirurgiã plástica Simone Rosa, de Brasília. Em uma pesquisa feita em 2002, para a tese de mestrado, ela injetou várias substâncias preenchedoras em ratos. Depois de seis meses, detectou que o polimetilmetacrilato (PMMA) havia migrado para fígado e rins dos animais. A substância que causou menos reações adversas, segundo a pesquisa, foi o ácido hialurônico, que não é usado para grandes preenchimentos.
O evento, considerado o mais importante e significativo congresso de atualização de cirurgia plástica estética da América Latina, reúne os melhores cirurgiões do mundo. Eles apresentarão novas técnicas e as evoluções de procedimentos já conhecidos.
Entre as novidades que serão apresentadas este ano estão o uso de células-tronco mesenquimais (células jovens do próprio paciente) para rejuvenescimento facial, do especialista francês Roger Amar, e uma técnica nova de facelifting utilizando cola dermatológica, do médico italiano Carlos Gasperoni.
Também participam do evento, com aulas sobre os principais capítulos da cirurgia plástica, os cirurgiões brasileiros Ivo Pitanguy, Ricardo Baroudi, Ronaldo Pontes, Lyacir Ribeiro e Osvaldo Saldanha. No ano passado, o evento reuniou 800 cirurgiões plásticos do Brasil e do exterior. (C.P.)

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