CONGRESSO DE MAGISTRADOS PARANAENSES
AMP divulga programação do evento
Curitiba
A Associação dos Magistrados do Paraná divulgou semana passada a programação do 3º Congresso de Magistrados Paranaenses, que acontece em Curitiba de 31 de julho a 2 de agosto, com o tema Magistratura e Cidadania. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence abre o encontro, às 19h, com palestra sobre a crise do Judiciário. O presidente do STF, ministro Celso de Mello encerra o evento, às 16h40 do dia 2. Também participam o presidente do Superior Tribunal de Justiça, da Escola de Magistratura e do Tribunal de Justiça do Paraná.
O congresso vai discutir o papel do juiz e do Judiciário no próximo milênio, o relacionamento desse Poder com a Imprensa, responsabilidade civil por dano moral, Direito Comunitário, Juizados Especiais e outros temas atuais do Direito.
Semana passada, o presidente da AMP, Guilherme Luiz Gomes (foto), falou à Folha sobre o congresso. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
Folha - Por que o tema Magistratura e Cidadania?
Guilherme Luiz Gomes - O Poder Judiciário tem uma responsabilidade muito grande com a concretização dos direitos da cidadania. A afirmação dos direitos do cidadão consagrados na Constituição Federal depende da efetiva aplicação pelo juiz de todas as normas constitucionais que venham em benefício do cidadão, dos direitos do cidadão à saúde, à educação, à liberdade.
Folha - Qual será o papel do juiz no próximo milênio?
Gomes - Essa é uma questão que está em discussão em todos os segmentos da magistratura. O que se pensa é que o juiz dos novos tempos tenha participação mais ativa junto à comunidade. Tem que conhecer melhor a comunidade, para poder servir melhor à sociedade em que vive. O juiz tem que ter consciência do seu papel dentro dentro da sociedade moderna, em que ele é e um instrumento indispensável para a construçao de uma sociedade mais igualitária, democrática e justa.
Folha - Que repercussão devem ter as posições tomadas pela magistrartura nese congresso?
Gomes - As conclusões serão levadas à administração do Tribunal e muitas devem ser aproveitadas. Além disso, muitas conclusões servem de orientação ao juiz no exercício da atividade, em especial aos juízes em início de carreira, que terão nessas conclusões um caminho a seguir.

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