Brasília- O Congresso criou uma espécie de pensão alimentícia para a gestante. Pela proposta, aprovada na noite de ontem, a mulher pode pedir na Justiça que o suposto pai de seu filho contribua em despesas de alimentação, exames médicos, remédios e parto.
É preciso, porém, que a mãe reúna provas de que o indicado é pai da criança. Caso ele negue a paternidade, seria preciso fazer ''exame pericial pertinente'', o que pode ser lido como teste de DNA. O procedimento é desaconselhado por médicos.
Antes de virar lei, o texto precisa esperar um prazo de recurso na Câmara, onde foi avaliado por último, e ser sancionado pelo presidente Lula.
Se de fato regulamentado, pai e mãe teriam de compartilhar os custos decorrentes da gravidez. A contribuição de cada um seria proporcional às rendas.
Segundo o autor do projeto, o ex-senador Rodolpho Tourinho (DEM-BA), os objetivos maiores são ''assegurar à mulher grávida direitos, uma gravidez saudável, e que a criança nasça também saudável''.
O relator da matéria na última comissão -a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara -, deputado Manoel Ferreira (PTB-RJ), afirma que o projeto atinge mães, geralmente jovens, que ficam muitas vezes abandonadas. ''Fica aquela lenga-lenga, e a mãe fica sofrendo.''

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