Congresso chinês debate reformas constitucionais
Pequim, 09 (AE-REUTERS) - A Assembléia Nacional do Povo (Parlamento chinês) começou a debater hoje (09) várias emendas constitucionais, entre elas medidas para impulsionar o setor privado e promover o cumprimento da lei.
A propriedade privada, antigamente considerada um crime na China, deverá ser tratada como um componente de pleno direito do sistema econômico.
Reintroduzida por Deng Xiaoping nos anos 80 para estimular a economia, a propriedade privada deverá ser elevada ao status de "componente importante" da economia chinesa, junto à propriedade pública, após uma série de seis emendas constitucionais apresentadas hoje aos deputados chineses.
Com as novas garantias concedidas ao setor privado, que já representa 15% do PIB, as autoridades chinesas esperam que ele continue se desenvolvendo e absorvendo milhões de pessoas que ficaram desempregadas por causa da reestruturação do seto público.
Ainda hoje, as autoridades chinesas detiveram o popular escritor chinês Wang Lixiong, acusado de ter revelado segredos de Estado. Recentemente, Wang disse ser o autor do best seller Perigo Amarelo, publicado em Taiwan e em Hong Kong, mas proibido na China.
A novela, a única obra do autor, de 45 anos, narra uma guerra civil entre o norte e o sul da China. O sul recebe apoio militar de Taiwan, considerada por Pequim uma província rebelde, e a guerra termina com um conflito nuclear que leva milhões de chineses a se refugiar no Ocidente.





