Pequim, 15 (AE-REUTERS) - O Congresso do Povo da China aprovou nesta segunda-feira (15) seis medidas fundamentais para adequar a Constituição local ao ideário liberal e o país à economia de mercado. As novas regras valorizam o papel da iniciativa privada e oferecem maior garantia aos possíveis investidores privados.
As seis emendas à Constituição eliminam os trechos legais que condenavam "o sistema de exploração do homem pelo homem" e reconhecem que "inúmeras formas de distribuição" podem conviver com o setor estatal. Em uma entrevista concedida após a aprovação das reformas, o primeiro-ministro chinês Zhu Rongji, afirmou que agora o país está preparado para "fazer as concessões necessárias ao ingresso do país na Organização Mundial do Comércio (OMC)".
Alguns parlamentares norte-americanos, contudo, ainda não estão satisfeitos com os esforços chineses para aderir ao sistema multilateral de comércio. Eles pediram hoje ao governo de Washington que continue vetando a entrada da China na OMC.
Zhu Rongji garantiu ainda que a divisa local, o yuan, continuará "forte e estável" apesar da crise asiática. O primeiro-ministro prometeu também abrir ainda mais a economia chinesa ao exterior, principalmente o mercado de telecomunicações, mas não fixou prazo para isso.
Em relação à falência do principal banco de Gangdong, o Gitic, Zhu Rongji afirmou que esse "continuará sendo um caso isolado"
já que o país não está em crise. Mas deixou claro que o governo chinês não está disposto a pagar as dívidas das instituições financeiras.

mockup