Congresso chileno pede a Lagos para retornar a Santiago
VALPARAÍSO, Chile, 13 (AE-AP) - Por estreita margem de votos, os congressistas chilenos aprovaram na noite de ontem (12) uma solicitação ao presidente Ricardo Lagos para que o parlamento bicameral volte a funcionar na capital Santiago, onde funcionam os outros poderes do Estado e os principais órgãos públicos. O presidente se comprometeu a analisar o pedido.
Aprovada primeiro na Câmara e ontem à noite no Senado, a solicitação é para que Lagos segundo as leis chilenas, o único autorizado a tomar essa iniciativa envie ao Legislativo um projeto de lei que estabeleça a transferência do Congresso, que funciona na cidade portuária de Valparaíso, a 120 km da capital, desde que foi reaberto há dez anos com a volta da democracia.
O mandatário, porém, disse hoje em Santiago que "essa transferência terá de ser analisada e ponderada, para avaliarmos se é possível harmonizar o traslado com o desenvolvimento da região de Valparaíso".
Lagos acrescentou ainda que é um direito do Congresso determinar onde quer ter sua sede, mas disse ser necessário também considerar os custos da operação (estimados em US$ 200 milhões por seus opositores) e a destinação que será dada ao imponente prédio construído para abrigar o Legislativo naquele porto chileno.
No Senado, os que se opõem ao traslado provocaram incidentes durante a votação, obrigando o presidente da Casa, senador Andrés Zaldívar, a ordenar a expulsão dos manifestantes, dois deles tendo sido detidos pela polícia.
A solicitação foi aprovada pela diferença de um voto (23 a 22) graças à posição favorável do ex-presidente Eduardo Frei, que, durante seu governo, evitou pronunciar-se sobre o tema.
Em ambas as Casas, votaram a favor ou contra o projeto legisladores de todos os partidos e tendências, embora a maioria dos governistas tenha aprovado o pedido.





