Congresso argentino paralisa projeto automotivo
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Ariel Palácios 
Buenos Aires, 29 (AE) - O Congresso argentino decidiu paralisar o projeto próprio de regime automotivo que estava em andamento há um mês. A decisão foi tomada após uma reunião das comissões parlamentares conjuntas do Brasil e da Argentina, realizada nesta quarta-feira (29) em Buenos Aires.
Após longas negociações com a comissão brasileira, ficou acertado que o projeto não será rechaçado, mas tampouco será analisado, o que proporcionará uma saída elegante para o abandono da idéia desse regime.
O projeto, que consistia em um regime paralelo ao que está sendo negociado pelos governos do Brasil e da Argentina, havia sido causa de fricções, já que propunha a proporção de 50% para as auto-peças nacionais. "Estamos felizes", afirmou o deputado Julio Redecker (PPB-RS), que liderou a comissão brasileira, "já que este projeto era o que mais nos preocupava".
Segundo Redecker, nestes últimos dias o Mercosul avançou, "já que foi assinado o acordo sobre os calçados, nesta quinta-feira será assinado o acordo sobre o papel. Os últimos conflitos causavam prejuízos para os dois países".
O deputado gaúcho sustentou que nos próximos dias o ministério da agricultura do Brasil fará "uma reavaliação" sobre as barreiras colocadas aos lácteos argentinos, além de outros produtos.
O senador argentino Eduardo Bauzá, braço-direito do presidente Carlos Menem no Congresso, afirmou que nos próximos tempos os parlamentares dos dois países passarão a ter maior protagonismo nas relações do Mercosul, como forma de prevenir conflitos comerciais.
O acordo que terminará com o conflito sobre as cotas de papel brasileiro a serem vendidas na Argentina será assinado por empresários dos dois países nesta quinta-feira às 14h no Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina.


