Buenos Aires, 07 (AE-DOW JONES) - A aprovação do Orçamento do governo argentino do ano 2000 foi colocada em dúvida após feroz troca de acusações entre a Alliance - coalizão de apoio do novo governo - e os peronistas - que estão deixando o poder -, tornando impossível o debate da matéria no Congresso.
O futuro ministro da Economia, José Luis Machinea, afirmou à imprensa que os peronistas se recusam a aprovar um novo acordo fiscal entre as províncias e o governo federal. O pacto deve ser aprovado antes que a apreciação do projeto do Orçamento siga em frente.
Já os peronistas afirmam que a Alliance estava tentando enfiar um pacote de elevação de impostos no projeto do Orçamento no último minuto. A manobra teria como objetivo evitar o custo político das medidas impopulares.
O líder dos peronistas na Câmara, Humberto Roggero, disse que seu partido está mais do que disposto a discutir o Orçamento do ano 2000, mas não o pacote de impostos.
Durante entrevista coletiva, Machinea deu as linhas gerais de uma série de medidas tributárias, que não haviam sido anunciadas anteriormente, para serem aprovadas junto com o projeto do Orçamento.
Esse pacote de medida garantiria um reforço de 2 bilhões de pesos em arrecadação ao governo no próximo ano. Machinea disse que essas medidas teriam impacto somente sobre a população mais rica do país. Entre essas medidas estaria o aumento do imposto de riqueza pessoal e imposto de renda para os rendimentos mais altos.

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