Los Angeles, 30 (AE-ANSA) - A maior congregação judaica dos Estados Unidos, a Conferência Central de Rabinos Americanos (CCAB, por sua sigla em inglês), deu hoje (30) a sua aprovação oficial ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, rompendo assim com uma tradição bíblica milenar.
A CCAB, braço do movimento judaico reformado, considerada a mais liberal das três congregações norte-americanas - as outras são a conservadora e a ortodoxa -, declarou que a "união entre duas mulheres ou dois homens judeus é digna de ser reconhecida em rito religioso".
Até hoje, apenas duas denominações cristãs - a igreja Unitria e a United Church of Christ - permitiam a celebração de casamentos religiosos entre homossexuais.
A decisão tomada pelo movimento judeu, que abarca cerca de 1 5 milhão de pessoas nos EUA, impulsiona um debate em curso em muitos grupos religiosos para que a união entre gays seja reconhecida.
"Ser heterossexual não é uma honra e ser homossexual não é um pecado", disse o vice-presidente da CCAB, Paul Menitoff. "Somos o que somos".

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