Confusão marca reabertura da pista principal de Congonhas
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sexta-feira, 27 de julho de 2007
Camilla Rigi<br>Agência Estado 
São Paulo- A reabertura da pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, foi marcada por confusão e desentendimento entre três órgãos do governo que coordenam o setor aéreo do País. Desde o dia 17, a pista recém-reformada ficou fechada para perícia, depois que um Airbus A320 da TAM tentou pouso, não conseguiu e se chocou com um prédio da TAM Express na Avenida Washington Luís, deixando 199 mortos. A liberação da pista, anunciada para ocorrer por volta de meio-dia de ontem, aconteceu às 12h20.
Três minutos depois um Airbus A319 da TAM, vindo de Porto Alegre, pousou. Os passageiros não foram informados de que eram os primeiros a pousar desde o acidente.
Mas às 12h26 veio a notícia que a pista teria sido novamente fechada. A alegação era que faltava um Notam (documento que notifica os aeronavegantes sobre rotas e orientações de vôo). A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que o documento é emitido pela Aeronáutica e quem autoriza pousos é a torre de controle. Mas, oficiais do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) afirmaram que houve uma ligação de uma pessoa da Infraero para a torre, dizendo que estava tudo autorizado.
Pela legislação aeronáutica, o Notam deve ser emitido pelo Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea), após um pedido do antigo Departamento de Aviação Civil (DAC), hoje substituído pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O pedido, segundo os oficiais, não teria chegado até o meio-dia de hoje. A Assessoria da Anac, contestou, dizendo que, assim que recebeu a informação da Infraero de que a pista estava apta para operar, por volta de 10 horas, repassou a informação ao Decea, por meio do Centro Geral de Notam (CGN).
O novo Notam, com autorização do uso da pista principal em dias de pista seca foi expedido às 14h43.


