Confusão em audiência sobre 'Cura Gay'
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Lígia Formenti <br>Agência Estado 
Brasília - Gritos e muita confusão marcaram a audiência pública feita ontem para discutir o projeto de decreto legislativo da Cura Gay. A proposta abre caminho para que psicólogos ofereçam ''tratamento'' para homossexuais mudarem sua opção sexual. Desde 99, uma norma do Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíbe que profissionais façam esse tipo de promessa para seus pacientes.
A audiência deveria ter cinco debatedores, mas apenas dois compareceram. O CFP não aceitou o convite por considerar a composição da mesa pouco equilibrada.
A polêmica ganhou força depois de uma das convidadas, a psicóloga Marisa Lobo, defender o direito de psicólogos atenderem pacientes que busquem mudar a sua orientação sexual.
O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), disse ter ficado ''constrangido'' com a defesa da psicóloga. Marisa revidou. ''Não ofendi o deputado. Ele é que tentou me diminuir, tentando afirmar que minhas posições não podem ser consideradas apenas porque sou religiosa''.
O duelo verbal somente não aumentou porque integrantes do movimento saíram quando Jair Bolsonaro (PP-RJ) começou a falar. ''Quem gostaria de ter um filho gay?'', perguntava ele, durante o discurso.


