Curitiba- O tumulto envolveu abrigados em duas das três alas do educandário: as alas B e A, onde ficam garotos acima de 14 a 18 anos. As alas ficam no andar superior do prédio, que tem dois andares e são separadas por uma parede de tijolo e têm escada de acesso separadas. Os adolescentes da ala A, que abriga os considerados de maior periculosidade, teriam iniciado a confusão. De acordo com Padre Roque, eles quebraram armários de ferro e o telhado, e com o pedaços de ferro e canos de água abriram buracos na parede contígua à ala B. Dos sete mortos, seis eram da ala B e um da ala A.
A imprensa não teve acesso ao local, mas do lado de fora era possível ver os estragos. Mais da metade da instituição teria ficado completamente destruída. Só a ala C, onde ficam os adolescentes menores de 14 anos e autores de delitos menos graves ficou intacta. Os adolescentes quebraram o telhado, paredes, janelas e portas, e atearam fogo em colchões. O governo do Estado informou que ontem mesmo seriam iniciadas as obras de reformas. Nesse período, os adolescentes da ala B devem dormir, provisoriamente, em colchões colocados na sala de esportes.
Após controlada a situação, os abrigados foram retirados das alas A e B e permaneceram retidos em um salão da unidade. Por volta de 10h30, oito adolescentes, que seriam responsáveis pelo tumulto, foram removidos. Eles seriam transferidos para Delegacia do Adolescente de Curitiba ou a Unidade de Fazenda Rio Grande, inaugurada este ano.
Do lado de fora, parentes buscavam notícias. O avô de um dos adolescentes afirmou que o problema no local teria começado depois que alguns jovens de Londrina foram transferidos paara Curitiba, e que os grupos já teriam brigado nesta semana durante um jogo de futebol.
Pais de um adolescente detido por assalto contaram que seu filho já teria denunciado, na semana passada, à direção do presídio, a prática de maus tratos por parte dos educadores. (M.G.)

mockup