Rio - Em três dias, cinco pessoas morreram em confrontos em oito favelas pacificadas ou em processo de pacificação no Rio. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou acreditar em uma "predisposição" para confrontos no período eleitoral.
"Não posso dizer que está relacionado com as eleições, mas pode haver uma predisposição para isso. Esse é um movimento do tráfico no sentido de (querer) desmoralizar totalmente o trabalho de pacificação. Quem sabe pretendendo que esse processo não continue", disse, após reunião com o governador Luiz Fernando Pezão e a cúpula de Segurança.
Na madrugada de ontem, Adriano de Souza da Silva, de 20 anos, morreu após confronto com agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão. Com ele, foi apreendida uma pistola 9 milímetros. Outro homem de 22 anos foi ferido e internado no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Também foi encontrada uma mochila com drogas e um radiotransmissor.
Anteontem, no início da noite, um ônibus foi incendiado perto do Morro do Cavalão, em Niterói, segundo a PM. Na véspera, dois adolescentes morreram e dois homens foram presos após operação policial na favela.

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