Confronto em Alvorada do Sul deixa feridos
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Micaela Orikasa e Vinícius Fonseca<BR> Reportagem Local 
Alvorada do Sul - Um confronto com a Polícia Militar deixou integrantes da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) feridos na tarde de ontem em uma operação de reintegração de posse em fazendas na região de Alvorada do Sul (Norte). Pelo menos quatro manifestantes foram parar no hospital, três deles com ferimentos à bala.
Pela manhã um grupo de aproximadamente 400 pessoas ligadas ao movimento invadiu o prédio da prefeitura depois que a PM cumpriu o mandado de prisão temporária de Celso Damasceno, um dos líderes da Contag. A polícia tentava reintegrar um total de seis fazendas entre Porecatu, Alvorada do Sul e Centenário do Sul.
Na operação participaram cerca de 600 policiais. Até o fechamento desta edição, duas fazendas já haviam sido desocupadas e a PM trabalhava em uma terceira propriedade. De acordo com o coronel Luiz Carlos Deliberador, do 15º Batalhão de Rolândia, outras três propriedades devem receber os policiais nos próximos dias.
Segundo Deliberador, três grupos que reivindicam reforma agrária ocupam hoje terras na região: a Contag, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento de Agricultores Sem Terra (Mast). ''Temos que estudar o que faremos em cada propriedade (para evitar novos confronto).''
Um dos coordenadores da Contag, Cláudio Fernandes afirmou que aproximadamente 800 pessoas ligadas ao grupo estão há cerca de dois anos espalhados em quatro fazendas da região. ''Entendemos que as propriedades são improdutivas e por isso realizamos essas ocupações.''
José Damasceno, coordenador estadual do MST, disse que aproximadamente 60 famílias estão na localidade, mas não houve confronto com a PM e que, caso seja sugerida a desocupação, o grupo estaria disposto a conversar. Ele alegou ainda que as fazendas ocupadas teriam histórico de dívidas e de trabalho escravo.
Assentamento
Duas áreas localizadas no Distrito de Lerroville, Zona Sul de Londrina, com mais de 7,3 mil hectares, foram adquiridas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e serão utilizadas para a reforma agrária no Paraná. Pelo menos 540 famílias de agricultores sem terra devem ser beneficiadas.
Em solenidade amanhã, às 8 horas, as Fazendas Guairacá e Pininga serão transformadas em dois assentamentos: ''Eli Vive 1 e 2''. Paralelo ao evento, o Incra fará cadastramento e seleção das famílias acampadas no local e deve concluir a seleção em novembro. O superintendente da autarquia no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, prevê a abertura de cerca de 2,1 mil empregos diretos.


