Rio- Seis pessoas morreram e cinco policiais e um menor ficaram feridos em um confronto entre traficantes e policiais militares na manhã de ontem, no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. A ação policial foi motivada por uma invasão, por volta das 4 horas, de traficantes da favela de Acari que tentavam tomar as bocas-de-fumo do morro. Entre os mortos, estaria o traficante Fabiano Alberto da Silva, o Babi, de 23 anos, alvo de inúmeras incursões da polícia na região e acusado de liderar roubos de cargas e carros em vias de acesso à cidade.
Com os quatro mortos pela manhã, todos traficantes segundo a polícia, a PM apreendeu quatro pistolas, um Fuzil G 3, uma espingarda calibre 12, 87 sacolés de cocaína e 88 trouxinhas de maconha. A operação contou com cinco veículos blindados, conhecidos como ''caveirões'' e o helicóptero Fênix da PM que trocou tiros e fez rasantes sobre a favela. À tarde, um menor aparentando 13 anos - integrante da quadrilha invasora - e um homem de 23, que seria o traficante Babi, também chegaram mortos ao Hospital Carlos Chagas.
De acordo com a PM, os invasores atacaram primeiro o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela. Uma guarnição do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Rocha Miranda foi em socorro aos PMs, ficou encurralada entre os traficantes rivais e pediu reforço. Antes da chegada do reforço, cinco policiais ficaram feridos.
O capitão Luiz Claudio Henrique, com estilhaços de granada na região lombar e escoriações; os soldados Marcelo Batista Ferreira, de 29 anos, com tiro de raspão na cabeça, estilhaços de tiros no braço direito e na perna esquerda; Márcio Pereira, 29, com tiros de raspão na perna esquerda, braços e região temporal, e o sargento Kleoson Magalhães, 25,estilhaços de tiro na perna esquerda. O menor Douglas Mendes do Nascimento, de 16 anos, levou um tiro de raspão no braço esquerdo. Todos foram atendidos e liberados.
Pouco antes das 7 horas, policiais de três batalhões, das Rondas Ostensivas Nazareth Cerqueira (Ronac) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocuparam o Morro da Pedreira após intenso tiroteio. ''Foi uma noite de terror, tiros e gritos. Ouvimos muitos disparos e ficamos no chão esperando a situação acalmar'', disse uma moradora de 18 anos, no quarto mês de gravidez do segundo filho. Os moradores estavam tensos, pois não sabiam se a quadrilha rival conseguiu entrar na favela e estava escondida nos barracos.

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