Londrina - No que depender das alunas Flávia Freitas, de 10 anos, e Isabella Nader, de 11, que estão no 5º ano da Escola Municipal Arthur Thomas, no centro de Londrina, o hábito da leitura não vai diminuir daqui para frente. Ambas participam das aulas de conto na escola e afirmam gostar de todos os gêneros, sem exceção. "Não quero parar de ler quando eu ficar mais velha. Pode ser que eu não consiga ler todos os dias, mas daí posso deixar para o fim de semana", projeta Flávia. A colega de turma também garante que não vai diminuir a leitura, mas confessa preferir levar os livros para casa a ler na biblioteca. "Em casa é mais silencioso e gosto mais", diz ela, que empresta, no mínimo, um livro por semana.
Além dos livros disponíveis na escola, as meninas dizem que os pais compram exemplares extras, que não encontram na biblioteca. "Minha mãe sempre me leva à livraria. Uma vez pedi um livro de presente. Ganhei e li inteiro. Eram mais de 400 páginas", lembra Flávia. Já Isabella diz que gosta muito de gibis. "As histórias são bem divertidas." Com relação a leitura em e-Books, tablets e computadores, as alunas comentam que não têm costume. "Só leio no papel mesmo", diz uma, concordando com a outra.
A professora da Hora do Conto, Terezinha Bianchini, acredita que as crianças mais novas apresentam mais interesse na leitura que as mais velhas. "Conforme vão crescendo, a novidade passa e é preciso lançar mão de outras alternativas para deixar a leitura mais atraente. Percebo uma dispersão maior, por isso tento sempre trazer algo novo e diferente às aulas."(M.T.)

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