Conflitos no campo aumentam 91% no Sul
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O maior índice de crescimento de conflitos e da violência em 2014 foi registrado nas regiões mais desenvolvidas do País e onde o agronegócio está mais consolidado, o Sul e o Sudeste, segundo apontam os dados da Comissão Pastoral da Terra em 2014. Os conflitos tiveram aumento 91% no Sul em relação ao ano anterior. Passou de 56 ocorrências em 2013 para 107 em 2014. No Sudeste, o salto foi de 56%, de 162 ocorrências em 2013 para 253 em 2014. Nas demais regiões o número de conflitos apresentou recuo.
Os aumentos mais significativos ocorreram em Minas Gerais, de 64 para 100 ocorrências, e São Paulo, onde as ocorrências subiram de 64 para 120. Proporcionalmente o crescimento maior se deu no Espírito Santo, onde o número de ocorrências saltou de 8 para 19, ou seja, 138%. Os três estados do Sul apresentaram crescimento no número de ocorrências: Paraná, de 28 para 34; Rio Grande do Sul, de 19 para 43 e Santa Catarina, de 9 para 30.
A Região Sul apresentou o mais alto índice de crescimento de assassinatos no campo, 3 em 2014, contra 1 em 2013, um aumento de 200%. O Sudeste apresentou também alto índice de crescimento nas tentativas de assassinato, saltou de 1 em 2013, para 7 em 2014, 600% a mais. No Sul, as tentativas passaram de duas para três. Número maior se concentra no Norte (32 tentativasregistradas em 2014, contra nenhuma em 2013).
Mesmo Sul e Sudeste tendo apresentado crescimento, é o Nordeste quem obtém o mais elevado número de conflitos (418), seguido pela região Norte (379). As regiões Sul e Sudeste juntas somam 360 conflitos. Em relação ao trabalho escravo no campo, em números absolutos é a região Norte quem se destaca, com 54 ocorrências, seguida da Nordeste, com 28. Também o Nordeste é que ocupa o primeiro lugar em números absolutos em conflitos por água, 42 ocorrências.


