Conflitos isolados e últimas promessas marcam campanha no Chile
Santiago, 13 (AE-AP) - A campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem domingo, no Chile, terminou à meia-noite de ontem marcada por conflitos isolados que deixaram nove feridos, enquanto os candidatos apresentavam suas últimas promessas.
O direitista Joaquín Lavín e o socialista Ricardo Lagos empregaram seus esforços nas regiões onde tiveram os piores resultados no primeiro turno, em 12 de dezembro.
Os dois candidatos fizeram apelos para o público evitar a violência e manter a calma. A polícia disse que nove cabos eleitorais ficaram feridos em um enfrentamento no subúrbio de Maipú e outros nove foram detidos.
Na cidade de Puerto Montt a polícia investiga um incidente em que um homem foi esfaqueado em um choque entre os cabos eleitorais.
"Não manchemos nossa bonita campanha com estupidez", disse Lavín que, ainda, completou: "Fora a violência".
Lagos, na cidade de Valdivia, conclamou seus seguidores a "manterem a calma e esperar a votação com tranquilidade, evitando provocações".
O subsecretário do Interior, Guillermo Pickering, disse que foram tomadas todas as medidas para assegurar uma "eleição limpa, tranquila e exemplar".
No final da campanha, ressurgiu a figura do general Augusto Pinochet que esteve praticamente ausente durante os meses de propaganda eleitoral.
O anúncio feito pelo governo britânico de que Pinochet está muito doente para enfrentar um julgamento e poderia retornar ao Chile, depois de 15 meses detido em Londres, causou comoção pública, mas candidatos e analistas descartaram que a aparente iminência do retorno do ex-ditador possa influir nas eleições.
Os candidatos inclusive apoiaram um eventual julgamento de Pinochet no Chile, pela violação dos direitos humanos durante o período em que esteve no poder, se um juíz assim decidir.
Uma pesquisa eleitoral divulgada ontem (13) pelo instituto britânico Market and Opinion Research International (Mori), que atua no Chile, mostrou empate técnico entre Lavín e Lagos.
Foram entrevistadas 1.200 pessoas entre os dias 3 e 10 de janeiro, distribuídas por localidades que abrangem 70% do país. A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo de um ponto percentual, com ligeira vantagem para Ricardo Lagos.





