Conflitos entre policiais e traficantes no Rio
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A madrugada deste sábado e o dia anterior foram violentos no Estado do Rio. Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, uma menina de cinco anos foi baleada na favela Rola Bosta, durante um tiroteio entre criminosos e policiais. Os moradores da comunidade se revoltaram e fizeram um protesto na Avenida Joaquim da Costa Lima, que dá acesso a ela. Um ônibus foi queimado. Ninguém foi preso.
Em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, um ônibus e um caminhão foram queimados também depois de um confronto entre traficantes e policiais militares. Foi na favela da Palmerinha. Dois rapazes que seriam traficantes foram baleados e um deles, que seria menor de idade, morreu. Segundo a PM, um grande grupo de moradores ocupou então a Avenida Brasil, importante via expressa que liga o Centro do Rio à Zona Oeste e aos municípios da Baixada Fluminense, e ateou fogo aos veículos. Motoristas que passavam na via se assustaram. As pistas chegaram a ser interditadas.
A região está sob fogo cruzado desde anteontem. No Morro Jorge Turco, no bairro vizinho de Rocha Miranda, cinco pessoas foram mortas de manhã numa troca de tiros entre PMs do Batalhão de Operações Especiais e traficantes. Um reservatório da Companhia Estadual de Águas e Esgotos que fica no alto do morro, com capacidade para 200 mil litros dágua, foi atingido por 27 tiros. Foram perdidos 50 mil litros. A vila olímpica que atende a população foi fechada por tempo indeterminado, tamanho o clima de tensão. O Bope prendeu dois suspeitos e apreendeu quatro pistolas, um fuzil, munição e drogas.
O Complexo do Alemão também registrou tiroteio na sexta-feira. Três PMs foram feridos. O funcionamento do teleférico que serve a moradores e turistas foi interrompido para a segurança dos passageiros. O poeta Carlito Azevedo, que estava no complexo para participar de um bloco de Carnaval com crianças da comunidade e de uma atividade na Biblioteca Parque do Alemão, informou pelo Facebook que ficou preso na biblioteca com as crianças que estavam no bloco, por causa do tiroteio. Três horas depois, o poeta comentou que já havia conseguido sair da favela.


