Confissões atraem centenas de jovens
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Rio - Mesmo antes do início oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), milhares de peregrinos já faziam fila nas primeiras horas do dia para pedir perdão. Cerca de 60 confessionários foram colocados no interior do Parque Quinta da Boa Vista, uma das maiores áreas verdes de lazer da capital, para atender jovens ansiosos pela conversa com o padre, onde têm a oportunidade de aliviar a alma, falando sobre os pecados cometidos, certos de alcançar a misericórdia de Deus.
A paulista Janete da Silva Mendes, conversou com a FOLHA ao deixar o espaço reservado aos penitentes. Segundo ela, "é muito bom sentir que Deus nos perdoou". Bandeira do Brasil às costas e empolgada com as atividades da JMJ, que reserva também eventos culturais e roteiros turísticos, ela ressaltou que é necessário, antes de começar a "aproveitar tudo", reconhecer as próprias falhas. "Vim com o sentimento de primeiro me confessar. A gente que passa por isso sabe o quanto é importante. O ato da confissão é surpreendente, porque eu me arrependo do que me afastou da comunhão com Deus."
O seminarista Vitor Aragão de Carvalho, do Ceará, que atua como voluntário na JMJ, coordenando a entrada dos peregrinos no campo das confissões, destacou o ato como um dos mais importantes oferecidos pela organização. "A Jornada é principalmente uma oportunidade para os jovens terem uma experiência com Cristo."
O padre londrinense Rafael Solano, também voluntário como confessor na JMJ, explicou que o evento, que está incluído no Ano da Fé, decretado pela Igreja, é um local privilegiado para as confissões. "O papa colocou a Jornada Mundial como um momento em que é possível alcançar as indulgências plenárias, o perdão de todos os pecados cometidos até aqui." O sacerdote lembrou que o perdão não vem do homem, mas de Deus. "O padre está ali como instrumento, para iluminar a consciência para que o peregrino possa encontrar o caminho da reconciliação com o Senhor."
A organização da JMJ informou que as confissões podem ser feitas em sete idiomas: português, inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e polonês. Os confessionários, fabricados especialmente para o evento, foram projetados pelo arquiteto espanhol Ignácio Iñiguez de Onzono. As peças, após o evento, serão distribuídas para paróquias do Estado do Rio de Janeiro.
O repórter viajou em parceria com a Rádio Paiquerê AM


