São Paulo, 30 (AE) - A admissão do uso indevido de veículo da empresa Vega, pela vereadora Maeli Vergniano (sem partido), ontem (29), dividiu os vereadores. Para alguns, a atitude foi corajosa. Outros, temem que o fato prejudique ainda mais a imagem da Câmara Municipal de São Paulo diante da população. "O fato é lamentável", afirmou o presidente da Câmara, Armando Mellão Neto (sem partido), por meio de um assessor de Imprensa. Segundo ele, entretanto, há pontos positivos na situação. "As irregularidades estão vindo ao conhecimento do público e estamos dando respostas, investigando", observou. Para ele, essa "depuração" pode ser favorável para a imagem da Câmara a médio prazo, que poderá ganhar mais credibilidade.
O líder do PSDB Dalton Silvano, integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a máfia dos fiscais e corrupção nas administrações regionais da Prefeitura, reconhece que a repercussão desse tipo de ação irregular por parte de Maeli é extremamente negativa, embora ela alegue ignorância a respeito da ilegitimidade de seus atos. "Para a comissão, essa postura por parte da vereadora facilita as investigações e isso deve ser considerada". Na opinião do vereador Éder Jofre (PSDB), a atitude da vereadora, ao admitir a irregularidade, deveria servir de exemplo - independentemente dos erros cometidos - para outros acusados. "Ela foi corajosa, fez o que outros não estão conseguindo".
Para a vereadora Anna Martins (PC do B), o caso é extremamente grave e deve ser apurado com urgência. "As pessoas que não são coniventes com essa situação precisam estar atentas e trabalhar com rapidez para criar maneiras de evitar que casos como esse se repitam", observou. O 1.º secretário da Mesa Diretora Devanir Ribeiro (PT) foi mais enfático. "O eleitor julga, em um primeiro momento, que todos os vereadores são iguais, o que é péssimo para a imagem da Câmara", observou. Segundo ele, a presença de Maeli "fica complicada" entre seus colegas. "Quando uma pessoa passa por isso perde a credibilidade", afirma. Outros parlamentares, como o ex-colega de partido de Maeli Archibaldo Zancra, preferiram não comentar o caso.

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