Confissão de Kohl não é suficiente para estancar escândalo
Berlim, 01 (AE-AP) - A confissão do ex-chanceler alemão Helmut Kohl de que criou "contas secretas" na União Democrata-Cristã (CDU) para receber doações políticas durante seus 16 anos de governo foi considerada "insuficiente" tanto pelos líderes do governista Partido Social-Democrata (SPD) quanto por dirigentes democratas cristãos.
O chanceler Gerhard Schroeder, que venceu Kohl nas eleições do ano passado, afirmou que o público tem o direito de saber as fontes das contribuições secretas ao partido do ex-chanceler para que não haja erosão na confiança nos políticos.
"Os fatos devem ser colocados na mesa - todos eles", afirmou Schroeder em uma entrevista à rede de televisão ZDF, em sua primeira reação ao escândalo envolvendo Kohl.
A cúpula da CDU submeteu o ex-chanceler a três horas de interrogatório na terça-feira. Ele tentou justificar seu envolvimento no escândalo de financiamento ilegal do partido, afirmando que essa era a única maneira de ajudar financeiramente filiais da agremiação no país.
O dirigente social-democrata Wilhelm Schmidt classificou de "insatisfatório" o depoimento de Kohl, enquanto o coordenador de comissões internas do Parlamento, o social-democrata Willfried Penner, propôs a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para "trazer os fatos à tona".
Por sua vez, o ex-secretário-geral da CDU Heiner Geissler disse ser "inaceitável" a criação de "contas paralelas" ao balanço oficial de um partido.





