Rio, 5 (AE) - Um caso de malária foi confirmado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis, na Região Serrana do Estado. Dina Alves Nogueira, de 81 anos, contraiu a doença em Manaus (AM), onde mora, em novembro, mas o diagnóstico só foi feito em janeiro, na cidade serrana na qual está hospedada a passeio. Equipes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estiveram em Petrópolis na semana passada, mas não encontraram indícios da presença do mosquito transmissor da doença, o Anopheles, na região.
Dina chegou a Petrópolis no início de janeiro, para passar uma temporada na casa de parentes, no bairro do Bingen. No dia 10, começou a manifestar os sintomas da doença - febre alta, calafrios e dores no corpo - e foi levada para a emergência do Hospital Municipal Nélson de Sá Erp. Os médicos que a atenderam suspeitaram de que ela pudesse estar com febre amarela e contataram um infectologista do Departamento de Doenças Infecto-Parasitárias do município. Dina está sendo tratada em casa e passa bem.
Uma vez diagnosticada a malária, a Funasa foi notificada e, na semana passada, enviou equipes à cidade. "Os especialistas rastrearam toda a área em torno da casa onde ela está hospedada, mas não encontraram larvas, ovos ou mesmo o mosquito transmissor", afirmou a chefe da Divisão de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Carmem Faria de Carvalho. Mesmo assim, as equipes da Funasa coletaram sangue de três pessoas que vivem na mesma rua da mulher que foi contaminada.
Apenas o resultado de um dos exames foi divulgado até agora: deu negativo. "É muito pouco provável que tenhamos novos casos por aqui, até porque o Anopheles é um mosquito não muito comum em áreas urbanas e, menos ainda, em lugares de clima frio", afirmou Maria Carmem. "É diferente da febre amarela, em que o mosquito está presente nas cidades." A malária é transmitida pelas fêmeas do mosquito Anopheles, que inoculam na pessoa picada o protozoário Plasmodium. Os sintomas da malária aparecem de nove a 40 dias depois da picada e incluem febre alta
dor de cabeça, dor muscular, fadiga e calafrios. Se a doença não for tratada de forma correta, os sintomas podem retornar meses ou até anos depois. Em casos graves, a malária pode provocar anemia e icterícia e, mais raramente, prejudicar o funcionamento de órgãos vitais, levando à morte.
Por se tratar de uma doença causada por um protozoário, a malária não produz imunidade em quem já a contraiu. Não existe vacina conhecida para a doença, mas o tratamento é 100% eficaz. A doença está erradicada do Rio de Janeiro.

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