Brasília O Ministério da Saúde confirmou o 9º caso de morte por febre amarela no Brasil. O paciente, um vigilante que trabalhava na Universidade Federal de Goiás, morreu dia 30 de dezembro e teve a infecção comprovada num exame feito pelo Instituto Evandro Chagas.
Em dois dias, as notificações de casos suspeitos de febre amarela subiram de 34 para 40. O número de pacientes que tiveram a doença comprovada também aumentou. Passou de 12 para 18. No momento, autoridades sanitárias investigam 7 casos suspeitos. Quinze casos que estão descartados, um a mais do que no boletim anterior.
Dos 18 casos confirmados, 14 foram registrados em Goiás. Embora 18 Estados do País sejam considerados de risco para a doença, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e oeste de Minas Gerais registram historicamente maior índice de transmissão.
Para técnicos do Ministério da Saúde, isso ocorre pela combinação de uma série de fatores. O desmatamento e o aumento das áreas agrícolas nestas regiões obrigam que a população de macacos viva em áreas menores. Essa maior concentração pode facilitar a circulação do vírus transmissor da doença. Além disso, nestes Estados, há maior fluxo de pessoas para áreas de floresta, seja para trabalho, seja para turismo. Por fim, cidades também estão mais próximas de áreas de mata, o que facilita o contato com animais.
Embora concentre uma área mais extensa de floresta, a região Norte apresenta circulação de pessoas menor e, portanto, menor o risco de contato com vírus que circula entre a população de macacos.
A forma silvestre da febre amarela atinge o homem de forma acidental. O vírus que provoca a doença afeta populações de macacos, que se contaminam por meio da picada de mosquitos transmissores infectado. Quando homem não-vacinado vai para áreas de mata ele pode ser picado por mosquito transmissor. A forma urbana da doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. No País, não há registros da forma urbana de febre amarela desde 1942.

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