Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) confirmou ontem duas novas mortes causadas pela dengue no Paraná. As vítimas são uma criança de 4 anos, moradora de Maringá (Noroeste), no dia 30 de abril; e um idoso de 71 anos, morador de Rolândia, que tinha problemas cardíacos e pulmonares e morreu em 28 de abril. Desde o início do ciclo epidemiológico (agosto de 2013), a doença já matou cinco pessoas no Estado.
Por causa destas ocorrências e também pelo aumento na quantidade de notificações e de casos confirmados, a Sesa afirmou ontem que as cidades em epidemia, além de outras que já estão em situação de alerta, vão receber apoio especial do governo para desenvolver medidas de prevenção e controle do mosquito transmissor. Entre estas ações estão o reforço na aplicação do fumacê em bairros com maior infestação.
Conforme o boletim, mais três municípios entraram em epidemia (Diamante do Norte, Santo Antônio do Caiuá e Presidente Castelo Branco), totalizando 17 até o momento. Entre as 23 cidades que inspiram cuidados e que podem entrar em epidemia nos próximos boletins (incidência de 300 casos por 100 mil habitantes) estão Ibiporã (267,29), Cambé (180), Jataizinho (137,24), Londrina (100,45) e Rolândia (100,26). Outras cidades com risco de entrarem e epidemia são Cianorte, no Noroeste, e Palotina, no Oeste do Estado.
"A população tem que manter a atenção porque o número de casos suspeitos ainda é grande. Ainda existe o risco de epidemia nas cidades que estão em alerta, principalmente nas de pequeno porte. Estes municípios que apresentam entre 100 a 299 casos por mil habitantes têm que reforçar o combate ao Aedes aegypti por pelo menos mais quatro semanas", disse Ronaldo Trevisan, chefe da Sala de Situação da Dengue da Sesa.
De acordo com os dados do boletim, desde agosto do ano passado o Paraná já registrou 8.528 casos confirmados da doença e 36.989 notificações. As cidades com maior número de casos confirmados de dengue são Maringá (2.184), Nova Londrina (1.342) e Marilena (785). Já os municípios com maior quantidade de notificações são Maringá (7.055), Londrina (5.115) e Nova Londrina (1.500). "Mesmo com a diminuição da temperatura das últimas semanas, a população não pode se descuidar porque os criadouros podem se proliferar rapidamente, deixando a situação ainda mais preocupante", reforçou Trevisan.

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