Confirmada prisão perpétua para médico assassino
Londres - O ex-médico britânico Harold Shipman, condenado por ter assassinado 15 pacientes, mas suspeito de ter cometido centenas de assassinatos, passará o resto de seus dias na prisão, confirmou ontem o ministro do interior britânico, David Blunkett.
''Só a prisão perpétua é uma resposta adequada aos vergonhosos crimes cometidos por Shipman, o pior serial killer da Grã-Bretanha'', disse Blunkett ao parlamento.
Os crimes de Shipman ''são os mais vergonhosos que possam existir e são as piores violações à confiança depositada nele pelas vítimas'', prosseguiu o ministro.
Shipman, 55 anos, foi condenado à prisão perpétua em janeiro de 2000 pelo assassinato de 15 de seus pacientes, mas se suspeita que poderia ter matado 300 pessoas.
Uma investigação sobre Shipman, em curso, inclui 800 mortes suspeitas e em 500 delas o médico poderia estar envolvido. Os resultados devem ser divulgados este mês.
Não se pôde estabelecer nenhum móvel dos crimes e ele sempre negou os fatos.
A investigação mostra que Shipman escolhia suas vítimas entre suas pacientes de mais de 75 anos, as mais vulneráveis, e depois as maiores de 65 anos. Em geral as matava quando as visitava, sabendo que estavam sozinhas em suas casas, injetando-lhes doses maciças de diamorfina (heroína).





